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sábado, 17 de setembro de 2011


O computador no Brasil

A partir dos anos 40, surge o computador com o fim bélico; depois sendo destinado ao negócio e à  pesquisa universitária.
O computador foi usado inicialmente na educação para a correção de provas de múltipla escolha (Pressey, 1924). Skinner no início dos anos 50, na Universidade de Harvard, propõe o uso do computador na instrução programada. Hoje o computador é largamente usado na educação com o objetivo de levar uma educação mais interativa e abrangente ao educando.
Nos EEUU, o computador é usado de modo descentralizado e independente, onde o desenvolvimento tecnológico “força” cada vez mais o seu uso como ferramenta, com competição pelo desenvolvimento de novos softwares no livre mercado e também no rede de ensino.
Nos anos 60, a instrução programada fez com o computador fosse implementado para concretizar idéias de Skinner. A instrução auxiliada por computador (CAI – Computer-aided Instruction) surge, com aval da IBM, RCA e Digital para ser usada nas universidades.
A Apple, nos anos 80, lança o microcomputador disseminando-o nas escolas; incentivando o aprendizado; o que incentivou e diversificou em muito o CAIs, como tutoriais, programas de demonstração, exercício-e-prática... The Educational Product Informatio Exchange Institute, do Teachers College (Universidade de Columbia) já catalogam em 1983, mais de 7000 pacotes de softwares educacionais disponíveis no mercado; 125 adicionados a cada mês.
Baseada na teoria de Piaget, a linguagem Logo foi desenvolvida em 1967, usando idéias de (Parpet, 1980); sendo usadas em computadores de pequeno e médio porte, inicialmente, e depois com microcomputadores, onde o Logo foi disseminado pelas escolas.
Nos anos 90, o computador é usado maciçamente nas escolas americana, sem no entanto intervir nas práticas pedagógicas, mas sim no conceito tecnológico. Escola de ensino fundamental e médio fazem uso do computador no ensino de conceitos de informática ou na automação industrial. Das universidades americanas saem os professores de informática na educação. Hoje, as universidade oferecem cursos de pós-graduação em informática; e muitos deles estão disponíveis na Internet.
A França, foi o primeiro país ocidental que conseguiu inserir o ensino via computador, o que é modelo para o mundo. A França perde sua hegemonia cultural e econômica para os EEUU, e seu ingresso Mercado Comum Europeu, faz a França buscar essa hegemonia através da produção, transporte de informações encontradas na informática, tentando diversificar, para fugir do caos cultural, interesses e tensões internas e vizinhas; Nação de política forte e planejadora, onde a escola pública supera a particular, e setores como indústria, comércio, cultura, saúde têm papel importante no ensino.
A informática na educação enfrenta dificuldades no domínio da produção de hardwares e softwares para este segmento. Primeiramente há uma visualização do público-alvo, materiais, softwares, meios de distribuição, instalação e manutenção do equipamento nas escolas, e em seguida a formação do docente, através de cursos de longa duração, com o intuito de que a informática tivesse um caráter de mudança na ordem pedagógica.
A França é referência no uso da informática nas escolas, com a profissionalização dos professores e técnicos com abordagem pedagógica específica (1970). Atualmente, a pesquisa na área da matemática é lembrada; servindo de referência mundial.

O Brasil

Nos anos 70, começa os primeiro experimentos com o uso do computador na UFRJ, e também na UFRGS onde é feita simulação de fenômeno da Física com alunos de graduação. Em 1974, a Unicamp desenvolve um software do tipo CAI, coordenado pelo Prof. Ubiratan D’Ambrosio, financiado pela OEA. O MEC nos anos 80, o MEC, a Secretaria Especial de Informática (SEI) e o CNPq realizam em Brasília o 1º Seminário Nacional de Informática em Educação. Seminários fazem surgir o projeto EDUCOM, que abrange cinco universidades: UFPE, UFMG, UFRJ, UFRGS e UNICAMP.
O EDUCOM visa a sensibilizar professores de ensino fundamental que desejam usar a informática como prática pedagógica, facilitar a divulgação de pesquisas e trabalhos, divulgação de técnicas e softwares educacionais, estímulo para o desenvolvimento de teses, trabalhos na área e a organização e integração de equipes multidisciplinares; com perícia, preocupados no uso do computador na melhoria do ensino.

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